A Comunidade Luso-Brasileira
Destinada a impor a soberania de Portugal na India,descoberta havia dois anos,D. Manuel organiza a mais poderosa armada dessa época sob o comando de Pedro Álvares Cabral.
Um navio dessa frota perdeu-se nas águas de Cabo Verde e, tomando uma rota de destino incerto para o Ocidente,encontrou uma terra a que, em honra do Crucificado,foi nomeada de Vera Cruz.
Estava descoberto o Brasil!Descoberta essa grande terra, era preciso encontrar nela riqueza que compensasse tantos sacrifícios e despesas feitas com as expedições.
Essa tarefa coube a D. João III,sucessor de D. Manuel, que iniciou a colonização dividindo primeiro o território em Capitanias e mais tarde instituindo um Governo-Geral, porque o sistema de administração por meio de donatários ou capitães não deu resultado e era muito fragmentário.
Era preciso também cristianizar e essa tarefa coube aos Jesuítas que fundaram a primeira capital do Brasil em São Salvador.
País imenso e de recursos inesgotáveis, quer pelo valor das suas madeiras preciosas, quer pelas minas de oiro nele existentes, em breve se desenvolveu e prosperou,tornando-se a cobiça dos holandeses que o heroísmo de Salvador Correia de Sá rechaçou e expulsou da colónia.
Depois,os colonos portugueses estenderam-se para norte,fixando-se em Pernambuco e Maranhão. A conquista do interior foi feita pelos Bandeirantes,aventureiros intemeratos descobridores do oiro e diamantes que tantas riquezas trouxeram a Portugal e fizeram do nosso rei D. João V um dos monarcas com mais prestígio na Europa.
Riqueza abençoada que se transforma em pão,em arte, beleza e poderio para Portugal.
E o Brasil, esse colosso vai crescendo, crescendo,até que sentindo-se já senhor dos seus destinos, o príncipe D. Pedro lança o grito do Ipiranga e torna o Brasil independente.
Formara-se um Império desligado da Mãe-Pátria politicamente, mas fraternalmente a ela sempre unido! Dessa fraternidade nasceu o que hoje se designa por Comunidade Luso-Brasileira,alicerçada na amizade de dois povos irmãos.
Que essa amizade sirva de exemplo para a contituíção de novas comunidades com os paízes decolonizados por Portugal.
Deixámos pelo Mundo uma civilização e uma língua comuns.Que essa «língua batida na forja dos combates,rezada no horror dos naufrágios», venha a ser o vínculo da amizade a unir os portugueses aos povos irmãos desligados agora de Portugal.Que dessa amizade e dessa língua comum, originárias duma convivência secular, nasçam comunidades similares à Luso-Brasileira!