Sunday, August 16, 2009

Gago Coutinho

 

Gago Coutinho, o Grande Almirante das estrelas do Sul,é uma das mais lídimas glórias nacionais.Esse excelso marinheiro-aviador é o mais qualificado representante das gerações de descobridores e cientistas que fizeram a grandeza de Portugal.No dizer de Sarmento Rodrigues ele é «uma verdadeira expressão do espírito que dominou a gesta do Infante, a representação viva desse tempo glorioso».Como homem, digamos terrestre,nada deve em glória a grandes nomes como Albuquerque, Serpa Pinto, Capelo ou Mousinho;como homem dos mares não há dissolução de continuidade entre ele,e Gama ou Cabral; como cientista e geógrafo supera D. João de Castro que deslumbrou os homens do seu século.Se lermos a biografia do «velho corredor dos mares» lá encontraremos o segredo da sua vida heroica na sua inteligência e sobretudo na sua força de vontade. O grande tribuno António José de Almeida considerou o velho lobo dos mares e o Ícaro das Alturas «uma fonte inesgotável de emoção patriótica».

Gago Coutinho viveu alguns anos em Moçambique ocupado em trabalhos de triangulação e na demarcação das fronteiras do Niassa e de Tete. Homem crente, a mesma Cruz de Cristo que foi nas Caravelas dos argonautas de Quinhentos não faltou nas asas dos aviões Lusitânia e Santa Cruz que em 1922 selaram com beijo fraternal a amizade luso-brasileira. Este Príncipe das Alturas é uma alma gémea do Prícipe do Mar,o Infante D. Henrique.O Infante ensinou os marinheiros a usar o astrolábio, Gago Coutinho,intrduzindo no Sextante um horizonte artificial, resolveu o problema das grandes viagens aéreas que passaram a efectuar-se com uma precisão de rumo trignométrica.Apesar desta invenção,a sua modéstia é um dos aspectos mais apreciáveis do seu multifacetado acarácter. Considerava-se «apenas um navegador».Qundo lhe perguntaram como atravessou a África a pé respondeu com o seu conhecido humorismo: «Como havia de ser? De botas rotas para a água sair à vontade, porque entrar entrava sempre»! Os momentos indescritíveis da arribada a Guanabara foram a melhor recordação da sua velhice.Tão apoteótica foi a chegada ao Rio que o seu companheiro Sacadura Cabral gritou  alucinadamente levado pelo entusiasmo que a todos empolgava: «Eu já não sei se sou português ou se sou brasileiro»! Realmente foi um feito arrebatador! Guerra Junquiro chama-lhe «mais um dia em flor cantado e rezado na História de Portugal«!

Posted by Rorigo in 23:01:58 | Permalink | Comments Off